sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Esbichar

Claro, se comer não agradava a gregos, rilhar não agrada nem a gregos nem a troianos. Experimenta o esbichar, alguém sugeriu.
Assim sendo, onde no início estava comer e depois se substituiu por rilhar, leia-se agora esbichar, onde primeiro se disse comia para depois se dizer rilhava diga-se agora esbichava, onde se arriscou o como para depois se desculpar o rilho, empregue-se agora o esbicho, e por aí fora...

Se soubesse o que sei hoje este blog teria o nome de esbichar, ou esbichadinho.blogspot.com, rais-me-partam!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Comer

Acabam de me repreender dizendo que a palavra comer não me fica muito bem, por isso retiro o que escrevi no texto anterior...
E reponho...
Onde está comer, leia-se rilhar; onde está comia, leia-se rilhava; onde está como, leia-se rilho, e por aí adiante…

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Categoria

Categorizar resulta sempre num processo redutor da verdadeira complexidade, li algures num livro (O cisne Negro de Nassim N. Talec), e pensei que essa redução de complexidade é apenas um co-produto desta necessidade humana de ter a realidade sob controlo, ou, se quisermos usar outros termos, esta necessidade de ver a realidade de forma inteligível ou explicável ainda que se inventem falsas explicações. Então categorizar é, mais do que um processo redutor, a forma que nós, humanos, conseguimos inventar para melhor lidarmos com a realidade. Depois pensei sobre a categoria (ou a pinta) da minha última categorização e na forma como se estraga um texto que no início parecia sincero. Noutro dia no metro descobrir que categorizo as mulheres em 2 grandes grupos, as que comia e as que não comia de todo. Às que não comia não há mais nada a fazer parando aí com alguma categoria a categorização. Às que comia divido em 2 grupos, as que comia mais do que uma vez e as que só comia uma vez. Às que comia só uma vez não se pode fazer mais nada e nem interessa criar aí subcategorias, mas, às que comia mais do que uma vez consegui dividir ainda em mais 2 subgrupos ou subcategorias, as que comia e dormia e as que só comia mas era incapaz de dormir. Pode pensar-se que iria aqui subdividir o grupo das mulheres com quem não conseguia dormir em duas subcategorias, as que não conseguia dormir com medo de ficar sem os rins e as que não conseguia dormir porque simplesmente não consigo dormir com uma mulher que não me traga a paz necessária para eu conseguir dormir, mas não, ao grupo das mulheres a quem só conseguia comer, mais do que uma vez é certo, não há muito a fazer, não consigo dividir mais, a razão para não dormir é sempre a mesma: não me trazem a paz necessária para dormir, já em relação às que comia mais do que uma vez e até conseguia dormir divido ainda em 2 grupos, aquelas a quem comia, dormia e ainda preparava o pequeno-almoço e as outras, as que não me merecem a preparação do pequeno-almoço. Como se sabe em relação às que não me merecem o pequeno-almoço não há muito mais a fazer ou a dividir, já as outras, dividiria em 2 grandes grupos. Dividiria se o metro não acabasse por chegar à estação que fica mesmo em frente à minha casa.
Vou dormir que esta categorização com categoria, ou pinta, está a deixar-me agoniado.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Mew - Comforting Sounds

Into your house, why don't we share our solitude?

domingo, 6 de setembro de 2009

Não está mal

Ando meio indeciso entre a Scarlett e a Zeta Jones. A Scarlett acabou de ganhar alguns pontos com esta versão do Last Goodbye do Jeff Buckley.
I hate to feel the love between us die
But its over
Just hear this and then I'll go
You gave me more to live for
More than you'll ever know

e tu?

"Eu quero, e tu?"

Fernando Pessoa

Politicians

Nunca como este ano vi tanta juventude candidatar-se às eleições municipais. Os cartazes para as câmaras e juntas de freguesia apresentam pessoas cada vez mais novas. Não me enganarei se disser que 60% a 70% dos candidatos têm idades compreendidas entre os 27 e os 37 anos. Ora, do meu ponto de vista, este facto deve-se a um conjunto de circunstâncias, a 2 movimentos, mais propriamente. Estamos a falar de uma geração que, embora com grande dificuldade, ainda consegue escrever três palavras sem dar um erro, essa geração que colaborará fortemente na construção da geração XK - axo ke e axim ke se xama exa geracao que já aí tá com pernas prá andar, num é?, e que não participou na construção da geração anterior, essa geração dos nossos pais que são os que ainda conseguem escrever e, melhor do que isso, pensar alguma coisinha com pés e cabeça. Se o movimento educacional facilitou a que se chegasse ao ponto de termos 60% de candidatos com idades entre 27-37 anos (facilmente estes senhores saberão preencher um impresso a pedir um salário mínimo para o vizinho que, pobrezinho, tem uma grande doença, um grande garfo nas costas que, vitalício, não o deixa trabalhar), há um outro factor ainda mais determinante neste processo, o facto de termos uma crise que veio para ficar (o que não é mau para quem tem a capacidade de se ajustar), e que trouxe um mundo de oportunidades a toda a gente menos a estes que vemos nos cartazes. Assim, a política passa a ser vista como a oportunidade que a crise lhes roubou, oportunidade essa que se tomará e se executará sem grandes problemas.


Posso enganar-me mas trabalhar numa junta de freguesia não deve ser pêra doce, não pelos maçudos impressos a preencher mas pelo facto de quem ali está não pode fazer mais nada do que preencher esses impressos com exigências ao Estado. Quem para lá vai será o mero dactilógrafo que escreve em palavras pré-formatadas o que o povo do garfo, os velhinhos, as criancinhas, e toda a outra população activa (pouquíssima) a qual o enxurro lhe entrou pela porta dentro, vem ali exigir com palavras não formatáveis.

Estive a ver alguns programas eleitorais de alguns candidatos municipais. É desesperante a falta de criatividade desta geração. Até nos cartazes se dá por essa falta. Por que raio têm todos que aparecer de fato e gravata e com a cara cheia de base? Que mundo preto e branco.