quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Imaginação versus realidade

Sou uma daquelas pessoas que foi tomada, definitivamente, pela falta de imaginação. Não teria nada de mal não fosse o definitivamente andar sempre de mão dada com o irremediavelmente. O irremediavelmente, por princípio, não deve ter remédio, não é assim? Não é que, nesta situação de pouca criatividade ou imaginação, eu esteja a procurar ativamente por um remédio para curar esta maleita, muito pelo contrário, preservo muito a falta que me faz a falta de imaginação. O que eu não gosto muito é de situações definitivas. Definitivamente, irremediavelmente, fatalmente, etc, são palavras que não definem em nada a realidade que, de forma empírica, podemos observar infinita e em constante mutação. Assim, nunca procuro remédios para as coisas que são, mas odeio quando alguém as tenta vender “definitivamente”.
Como estava a dizer, estou numa fase de falta de imaginação e, o que é engraçado, é que não tenho memória de quando ela, a fase, se iniciou. Deve ser sinal de que, provavelmente, sempre tive falta de imaginação, o que é bom. No meio disto tudo apenas o sempre, como já expliquei atrás, é mau.
Constatei este fato hoje, quando, por breves instantes, me pus a imaginar como seria a minha mulher de sonho. Comecei por pensar como teriam que ser os seus olhos, depois passei para o nariz e logo logo focalizei os lábios. Nada. Não havia azul marinho nem preto azeitona, empinado ou por empinar, rubro, brilhante, húmido ou quente que ajudasse muito à obra. Nenhum esboço conseguiu superar o que a realidade todos os dias me apresenta já de forma conjugada. A princípio pensei que imaginar olhos, narizes e lábios era uma empresa difícil por exigir muita especificidade e então voltei o meu pensamento, ou que me falta nele, a minha imaginação, para coisas mais amplas, maiores, menos particulares, mais à vista, e tentei imaginar o cabelo de sonho, o busto de fazer cair o queixo, o rabo de nos fazer ter quebras de tensão, as pernas de nos provocar brecas no olhar e constatei que também aí não havia meio de me surpreender ou de criar algo mais belo do que a natureza nos consegue deslumbrantemente apresentar. Decidi passar para coisas mais materiais e mais fáceis, vesti e despi gangas, entrei em modas mais clássicas e formais para logo passar para conjugações mais ousadas e casuais, acoplei óculos de sol, alguns redondos, outros mais ovais, outros a cobrirem metade da face, escuros e claros, para tratarem as miopias ou simplesmente para não deixarem cansar as vistas, vistinhas, moldei-os intelectuais ou mais informais, juntei um carro dos pretos, no início, para logo o passar a vermelho, desportivo, rasteirinho, dei-lhe cavalos quanto baste e com a cilindrada aumentei-lhe linearmente o volume, passei-o de desportivo a um todo-terreno, meti-lhe lá dentro umas botas de cavaleiro, perdão, de cavaleira, e a cavaqueira continuava na minha imaginação, um fato colado ao corpo, preto, um chapéu a proteger uns cabelos loiros, não, não, ruivos! não não, pretos pretos! também não, é claro que tem que ter cabelo mas chego à conclusão de que a cor não interessa muito, nem o tamanho, nem a forma, o que importa é a conjugação dos elementos, de todos os elementos, o que importa é o conjunto e a forma como ele se movimenta, o que importa verdadeiramente é o jeito, e é aí que a minha imaginação falha, ainda mais, muito mais, fatalmente.
Todos os dias, sem exceção, me deslumbro com as criações da natureza. Eu, que costumava dizer que era um homem que se apaixonava basicamente todos os dias devido ao simples fato de ser homem, chego hoje a uma outra conclusão, muito mais importante e real: Sou um homem que se apaixona basicamente todos os dias porque a minha imaginação de homem não consegue superar o que a natureza nos oferece como real.
Assim, e que isto não sirva para passar a ideia de que me estou a justificar, afirmo que o deslumbramento num homem não é um defeito, é apenas um coproduto da sua falta de imaginação.

julieta87

A julieta87, que parece ter idade para quase poder ser minha filha, continua a escriturar disparates em todas as direcoes e sentidos. Para essa area de disparates pode usar diretamente um mail que tenho para o efeito: aesilvaxxi@hotmail.com. Tentarei dar o melhor nas minhas respostas.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Finalmente temos um nome...

Finalmente temos um nome para alguns comentários idiotas que se vão fazendo neste blog sem que eu os publique.
O nome é: Julieta87

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Running Out

Scissor Sisters

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Alta e bela e espadaúda qb

Ana Matronic Scissor sisters

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Direita versus Esquerda

Hoje, encontrando-me uma vez mais em Frankfurt e de passagem mais uma vez, li um comentário no público online que me intrigou. O Espectro dizia assim em relação à notícia (http://publico.pt/Mundo/presidente-do-chile-provoca-polemica-com-piada-sexista--1524173#Comente) que dava conta de umas afirmações "machistas" do presidente Chileno:


Espectro , Porto. 07.12.2011 17:37

Berlunesco

O lugar deixado vago por Berlusconi já foi preenchido por este chileno. Dizem que a estupidez tem horror ao vazio - a ser assim...Porque será que este tipo de grosseria senil vem sempre da direita política?! LOL


Custa-me um pouco todo o tipo de generalização. Custa-me muito a generalização fácil, barata e senil. A generalizar-se (quase ninguém consegue escrever coisa alguma sem generalização e comparação), que se generalize com requinte, piada e inteligência. Ficaria menos intrigado se o Espectro tivesse dito que a Direita pode ser personificada pelo Berlusconi e a Esquerda pelo Dominique Strauss-Kahn. Ambos gostam do mesmo: Mulheres, a única diferença relevante é que o Berlusconi costuma pagar e bem pelos serviços prestados. O DSK parece que não criou esse bom hábito de pagar. Deve pensar que o tão apregoado estado social (da esquerda) lhe dá direito às coisas de graça. É a providência da natureza (aquilo que, normalmente, a direita chama de Providência Divina)!

É engraçado que ontem, o Sr. Sócrates, o filósofo que já foi primeiro-minstro, também resumiu bem o pensamento do espectro de esquerda (http://publico.pt/Pol%C3%ADtica/jose-socrates-diz-que-pagar-a-divida-e-ideia-de-crianca--1524147):  Pagar a dívida é coisa de criança.
Dizer melhor do que isto é impossível.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Hotmail.com

Por que é que o hotmail.com não optou por se chamar hotnail.com? Era mais apelativo e teria, por certo, mais utilizadores, não sendo derrubado por um simples gmail. É claro que o gmail, como ofensiva, e porque essa equipe não deve nada à criatividade, poderia ter optado por se chamar gspotmail.com? 
Em relação ao hotmail, que se fosse eu a gerir converteria em hotnail.com, ou, ainda melhor, na sua forma pretérita perfeita de hotnailed.com, porque o pretérito imperfeito como o condicional hotwouldnail.com não dão imagem de obra feita, as possibilidades são imensas e que, a detalhar, dariam se não um livro, pelo menos um almanaque de bolso. Passar o hotmail.com a hotnailed.com é obra... é obra feita.

Estou em Frankfurt tentado a digitar esses endereços no browser para ver o que deles resulta e constatar se, por alguma desventura, alguém já os tomou para si. Espero que não, ou, por que não? espero que sim! Se é hot-nailed não teve mais do que merecia. Mau seria se fosse hot-unnailed.com. Era o chamado desperdício de tempo e de espaço. Quando chegar a casa faço essa validação, não a podendo fazer aqui pela inúmera assistência que tenho a espiar-me. É que não sei o que resultará de um desses endereços acima. Irei surpreender-me, não tenho a menor dúvida, com qualquer resultado ou não resultado.

Está prometido, quando chegar a casa vejo, depois de umas horas bem dormidas, que isto no avião e em económica dormir só é autorizado para os que têm abaixo de 1.65m.