Mete dó ver o primeiro-ministro falar em inglês. Ninguém pode começar apresentação alguma dizendo que vai usar uma linguagem universal para se expressar: “O mau inglês”. Tivesse ele pedido desculpa por ser mau em línguas, como é mau em matemática (falta avaliar a arte), e não precisaria de usar o comum recurso que qualquer orador usa quando perde todos os argumentos: "You know what I meant".
Não sr. primeiro ministro, ninguém sabe o que quis realmente dizer! Desculpe-nos sermos ignorantes a esse ponto.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
O inútil
O povo francês, nos dias que correm, é capaz (apenas) de duas coisas: furar filas e fazer greves. É já a terceira vez que por causa das acções (inacções) deste povo nitidamente em decadência, chego atrasado ao Porto, e não são atrasos de algumas horas. Parece que ainda não entenderam que o tempo do seu nariz empinado acabou!
Todos estes problemas com os voos para Portugal e Espanha de origens na Europa central devem-se ao facto de termos que passar sobre Paris, essa cidade laxante – Sempre que oiço o comandante dizer que à nossa esquerda está Paris, não sei porquê, dá-me sempre uma imensa vontade de ir à casa de banho.
Todos estes problemas com os voos para Portugal e Espanha de origens na Europa central devem-se ao facto de termos que passar sobre Paris, essa cidade laxante – Sempre que oiço o comandante dizer que à nossa esquerda está Paris, não sei porquê, dá-me sempre uma imensa vontade de ir à casa de banho.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
sábado, 28 de agosto de 2010
Implosão ou explosão?
Se prefiro implodir ou explodir? Sinceramente, e apesar de só se existir nesses dois eventos, por ora, prefiro a não existência que os intermedeia. Porquê? Porque me sinto bem. Se um dia me encher desta não existência ou se alguém se encher da minha não existência e me fizer deslocar para uma das pontas dessa cadeia onde só se existe no princípio e no fim, então, preferirei de longe a implosão à explosão. A implosão é singular; a explosão é plural. Escolherei a implosão com a mesma certeza de quem escolhe o silêncio porque conhece a sua beleza e porque, talvez, tenha já vivido demasiado tempo no desperdício do barulho. Depois, adoro as coisas compactas, que nelas, ainda que por breves momentos nesta minha não existência, o pensamento breve de que estou ainda a tempo de existir, se realiza e, depois, se materializa naquele friozinho intestinal que os entendidos chamam de adrenalina e eu às vezes chamo de cagaço.
A explosão afasta os corpos e, como nos frigoríficos, o calor da lugar a um frio que pode ser horrivelmente eterno. O calor da implosão transforma, ao contrário do frio da explosão que apenas congela. A singularidade não ocupa espaço; o big bang desperdiça-o singular e estupidamente. Na singularidade da implosão o tempo é paradoxal e, então, é-se e, então, está-se. Na explosão o tempo existe como uma barreira que nem nos deixa ser tanto quanto queremos nem estar tanto quando podemos.
A explosão é um orgasmo. A implosão um anti-orgasmo.
(Adenda)
E não, na singularidade da implosão não há escombros mas sim a absoluta arrumação, onde todos os objectos cabem dentro de si e por sua vez dentro do nada. É paradoxal não só em termos de tempo, como de espaço, que são o mesmo.
A implosão é tipo um buraco negro, que é negro só para quem está do lado de fora do seu horizonte de eventos. Os que estão lá dentro, usufruem de uma luz suprema. A partilha é um dos elementos base e não, não é imóvel e muito menos intocável esse espaço que se quer exíguo. A dinâmica dos objectos dentro de objectos dentro de objectos dentro de objectos arrumados no nada só pode ser infinita.
Depois da explosão há morte e muito raramente se criam condições para a vida. Depois de uma implosão há silêncio… material necessário à vida inteligente.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Jornal Público
Em Portugal existe um jornal em condições. É o Público.
Sempre que não tenho acesso à sua edição em papel tento ler os títulos online. Há no entanto um problema. Na Arábia Saudita, em alguns lugares, não consigo aceder a este grande Jornal. Não encontro quaisquer problemas nos acessos a outras fontes de informação como a TSF ou o DN.
Agora, que olho para o nome do jornal público com olhos dever, acho que encontrei a razão para alguma da censura que por aqui talvez se encontre. Acho, repito, acho (porque não é empírico mas simplesmente racional), que, aqui, sempre que digito o endereço do Jornal Público alguém na equipe de triagem deve estar a ler "Jornal Púbico". E, claro, o púbico aqui não passa... Ai se passasse!
domingo, 8 de agosto de 2010
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