terça-feira, 2 de setembro de 2014

Quântico


A vida também se faz das escolhas que não se fizeram e das decisões que não se tomaram. Dói muito menos assim... só que dói para todo o sempre.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

BES, Judite e Carolina Patrocínio

Nas últimas semanas, na minha rede de amigos do facebook, que estou seriamente a ponderar vistoriar, revisar, adaptar, limpar, falou-se da morte do filho de Judite de Sousa e das mamadas da filha(?) recém-nascida de Carolina Patrocínio, bem como do corpo fantástico da mãe, nada normal para quem acabou de parir.
Compreendo e respeito os dois momentos, a dor da mãe Judite e a felicidade da mãe Patrocínio. Dois momentos de sentimento intenso e tão antagónico, o da vida que, como uma chama desprevenida se apaga com o vento, e o outro, o da vida que se inicia com a mesma suavidade com que o presente se deixa transformar em passado. Como disse, compreendo os dois momentos e partilho, ainda que com a mesma brevidade com que um partícula de luz me trespassa o pensamento, um pouco dos dois. Eu sei que a última frase pode parecer cruel, mas, infelizmente, este é o nível de compaixão que sou capaz de atingir ou dedicar a pessoas que não conheço.
O que me custa compreender, e que, imagino, nem a maior das compaixões do mundo conseguiria suportar, é o comportamento de alguns dos meus amigos, os da rede virtual, com as constantes partilhas, likes e comentários, ora lamechas, ora de extrema felicidade, a cada um dos factos, como se tivessem sido eles que se pariram. É estupidamente irritante! Grupos como os que diariamente me aparecem, e são sugeridos por acção destes meus amigos, do tipo, Força Judite, Judite SOUSA estamos contigo, Apoio a Judite, são entretimentos de quem precisava era de um trabalho a sério para se entreter. A sério!

Não compreendo como se consegue comentar tanto a morte e as mamadas de quem ainda não está propriamente na plenitude da vida, e não haver um único comentário sequer aos momentos actuais, à vida, à fatalidade de sermos portugueses, a fragilidade de sermos completamente roubados por grupos mafiosos da alta finança, por políticos corruptos, por interesses obscuros, por uma justiça de dar voltas ao estômago. Os meus amigos comentando a morte ou a pré-vida, esquecem-se do que realmente interessa, da vida. São raros os meus amigos que comentam o facto de termos mais um banco para resgatar, mais um grande roubo para reparar. Das duas uma, ou andam distraídos ou, então, como a avestruz, tentam esconder a cabeça na areia com estas coisas banalidades, na esperança de que a coisa passe. Das duas alternativas, venha o diabo e escolha!

terça-feira, 10 de junho de 2014

RUM e a Praça do Município


Caros senhores, sou de Guimarães e ouvinte assíduo do Praça do Município, aos sábados, por volta do meio-dia, quando normalmente faço a viagem de minha casa para casa dos meus pais, de carro. Não tenho muito a dizer sobre o programa, ou, melhor, tudo o que pudesse dizer não iria contribuir para o que já deve ser comummente aceite como um programa de grande qualidade. Eu gosto do programa e só tenho pena que não exista algo semelhante nas rádios de Guimarães. Em Guimarães, posso estar mal informado, mas julgo ainda vivermos um pouco a ditadura da informação.

Enfim, sem me alongar muito mais, vou descrever ao que vim. 

Não conhecendo pessoalmente, nem mesmo por fotografias, nenhum dos intervenientes do Praça, posso dizer que lhes reconheço a voz e que através dela sou capaz antecipar um estilo, um nível intelectual, um estatuto social. Isto sou eu que nasci com aptidão para antropólogo mas que a vida decidiu inquinar desde jovem e  o então antropólogo de devoção virou informático, ou algo parecido, de profissão.
As minhas palavras vão a partir daqui para a única interveniente feminina do programa, uma tal de PN, acho que é assim que se chama - deve ser a mais recente aquisição do Praça.
 A senhora é de uma arrogância incrível. Quem a ouve deste lado, e que, como eu, não lhe conhece o boneco, de tanta arrogância que traz na voz (e tão vazia argumentação, diga-se sem rodeios) fica a imaginar que a PN deve ser assim uma mulher fisicamente ultra apetecível. Um avião, como se diz no calão mais erudito da minha terra. É que arrogância e nariz empinado só têm propriedade quando o boneco é assim bastante acima do padrão. Num boneco mediano, a arrogância passa de feitio a defeito e o nariz empinado nada mais é que o indício de princípios de trombose. Agora, numa mulher jeitosa, fica tão bem um nariz empinado como um sapato de tacão alto contra a parede. Num mulherão, a argumentação até pode ser vazia, as ideias pobres, a dificuldade com as matemáticas demasiado evidentes, que tudo isso é compensado pela figura, pelo estilo, pela arrogância. A arrogância e o nariz empinado vão tão bem com uma mulher jeitosa como um arroz que vai bem com todos.


Pronto, estive a tentar encontrar uma foto da PN na internet para validar esta minha veia de antropólogo e dei com uma de rosto, apenas. Nada mais. Ficando a dúvida no resto, pelo rosto a PN não vai lá. Definitivamente. Assim sendo, recomenda-se que a senhora coloque os pés na terra e que procure trazer um pouco de inteligência aos comentários que não se priva em fazer. 

Era só isto, um desabafo de um ouvinte que acha que o programa, mesmo assim, continua a ser excelente.
Porque Talk is cheap: https://www.youtube.com/watch?v=U18z1RofCsA